Às 9h23 (horário de Brasília) desta terça-feira (12), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em leve alta de 0,21%, cotado a R$ 68,07/saca; o vencimento de setembro avançava 0,29%, a R$ 70,36/sc.
Ontem (11), os futuros fecharam com ganhos: o contrato de julho subiu 0,50%, a R$ 67,93/sc, enquanto o vencimento de setembro se valorizou 0,63%, a R$ 70,16/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pela alta nos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.
A demanda internacional aquecida também fornecia suporte às cotações. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou ontem que o Brasil embarcou 100,4 mil toneladas de milho na semana encerrada em 8 de maio, volume 157,9% superior ante as 38,9 mil toneladas embarcadas em todo maio de 2025.
O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde. De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, os trabalhos de campo se aproximam de 90% da área cultivada.
O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.