Às 9h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (12), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada alta de 3,25 pontos e 0,68%, cotado a US$ cents 478,50/bushel; o de setembro subia na mesma intensidade, a US$ cents 485,00/bushel.
Ontem (11), ambos vencimentos avançaram 0,85%, fechando o dia negociados a US$ cents 475,25/bushel e a US$ cents 481,75/bushel, respectivamente.
Nesta manhã, os preços do cereal seguiam sustentados pela valorização de mais de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Também continua dando suporte aos preços a demanda internacional aquecida pelo grão norte-americano; no entanto, maiores ganhos são limitados pelo bom ritmo de plantio da nova safra no Corn Belt.
Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até domingo (10) mostra que a semeadura da safra 2026/27 de milho progrediu 19 p.p. na última semana, chegando a 57% da área estimada (38,58 milhões de hectares).
No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 59%; na média dos últimos cinco anos, em 52%. Além disso, 23% da área já atingiu a fase de emergência, ante 26% na temporada anterior e 19% na média dos últimos cinco anos.
Mais tarde, às 13h, o USDA divulgará o relatório de oferta e demanda (Wasde) de maio, com a primeira projeção para a safra 2026/27 de milho dos EUA. A expectativa é de uma colheita de 405,1 milhões de toneladas, o que configuraria o segundo maior volume da história, atrás apenas das 432,34 milhões de toneladas registradas na safra passada. Os estoques finais também devem cair no final da próxima temporada.
No radar, o desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita da Argentina.