☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
12 de Maio de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a segunda-feira (11) com alta de 0,5%, a USc 1.199,75/bushel. A posição maio/27 acompanhou o movimento, encerrando com valorização de 0,4%. Sem direção clara para a abertura nesta terça.
● No complexo, o farelo recuou 0,8% e o óleo operou em sentido contrário à soja, encerrando com queda de 0,8%.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano; Embarques semanais norte-americanos positivos na semana.
● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; Encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a segunda-feira (11) com alta de 1,0%, a USc 460,75/bushel, sustentado pela boa demanda pelo cereal. Sem viés para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.
● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais dos EUA aquecidos; Volatilidade do petróleo com suporte via biocombustíveis. Vendas individuais na semana, 380 mil t para o México e 128 mil t para a Coreia do Sul.
Brasil
● No mercado físico, a soja operou com viés altista nesta sexta-feira (08), refletindo a alta na CBOT, ainda que contida pelo câmbio. Nos portos, o movimento foi positivo: Paranaguá (PR) com elevação de 1,2%, a R$ 131,00/sc, enquanto Santos (SP) avançou 0,4%, ao mesmo patamar de R$ 130,00/sc.
● O ritmo de negócios segue com liquidez restrita. Em Campinas (SP), o mercado permanece travado, com produtores e compradores descasados em até R$ 3,00/sc — muitos players aguardam o avanço da colheita para pressionar preços e realizar suas compras. Com o mercado operando próximo de R$ 66,00-65,00 / saca.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 65,98/sc, em relativa estabilidade na sessão. O contrato de setembro/26, por sua vez, encerra o dia com valorização de 0,7%, refletindo alguma reação às temperaturas mais baixas e o leve risco de geada nas lavouras do Centro-Sul do Brasil.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando possível acordo de paz entre EUA e irã.
✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. Nesta semana, as temperaturas devem se recuperar no Corn Belt após período de frio, favorecendo o avanço do plantio. As chuvas devem ser leves e esparsas na região, sem volumes significativos previstos.
✔️ Monitorar o clima no Brasil. Depois das chuvas do final de semana, o clima deve permanecer seco em grande parte da região produtora. Pelo menos com diminuição nas temperaturas. No geral quadro um pouco melhor para as lavouras de inverno. Mas a expectativa é de chuvas gerais favoráveis a partir da sexta.
✔️ Terça-feira (12) o mercado acompanha as primeiras estimativas da safra 26/27, no relatório mensal do USDA.
✔️ Essa semana o mercado acompanha a divulgação dos dados de esmagamento dos EUA pelo Nopa, dia 15. Além do encontro entre os presidentes dos EUA e China, na quinta.