Às 9h12 (horário de Brasília) desta segunda-feira (11), o dólar comercial operava em leve alta de 0,14%, cotado a R$ 4,8990.
Na última sessão (8), o câmbio fechou em baixa de 0,61%, cotado a R$ 4,8920, com perda na semana de 1,25%.
Nesta manhã, os investidores repercutem a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC). O levantamento mostrou alta da projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 4,89% para 4,91%. Além disso, o mercado elevou a expectativa para a taxa Selic ao fim de 2027, de 11,00% para 11,25% ao ano.
Na Bolsa Brasileira (B3), as atenções se voltam para a temporada de balanços corporativos, com destaque para a divulgação dos resultados da Petrobras prevista para o fim do dia.
No campo político, cresce a expectativa pelo anúncio de um pacote de quase R$ 1 bilhão em investimentos em segurança pública pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos devem ser destinados ao programa Brasil Contra o Crime Organizado.
No exterior, o mercado voltou a monitorar as tensões no Oriente Médio após o presidente Donald Trump rejeitar a resposta do Irã à proposta americana de negociações de paz.
Segundo Trump, as exigências iranianas são “totalmente inaceitáveis”. Entre os pedidos apresentados por Teerã estariam o fim dos bombardeios no Irã e no Líbano, indenizações pelos danos causados no conflito e reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. O Brent se aproximava de US$ 105 por barril, enquanto o WTI operava próximo de US$ 100.
No radar internacional, Trump deve viajar à China nesta semana para reuniões com o presidente Xi Jinping entre os dias 13 e 15 de maio. Entre os temas esperados estão tarifas comerciais, relações com Taiwan e possíveis ampliação das compras chinesas de commodities agrícolas norte-americanas.