Primeira Chamada Grãos 11/05/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

11 de Maio de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a sessão desta sexta-feira (08) com alta de 1,5%, cotado a USc 1.194,25/bushel. A posição julho valorizou 1,3%. Na semana, o primeiro contrato acumula ganho de 0,5%.

● No complexo, o farelo avançou 0,4% na sessão, acumulando 0,5% na semana. O óleo fechou em baixa de 1,0%, com recuo de 1,1% no acumulado semanal.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano; vendas semanais dos EUA abaixo das expectativas do mercado.

● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; nova data para encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a sexta-feira (08) em alta de 0,8%, a USc 456,25/bushel. Na semana, no entanto, o contrato acumula desvalorização de 2,6%.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.

● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques e vendas semanais aquecidos; Volatilidade do petróleo com suporte via biocombustíveis.

Brasil

● No mercado físico, a soja operou com viés altista nesta sexta-feira (08), refletindo a alta na CBOT, ainda que contida pelo câmbio. Nos portos, o movimento foi misto: Paranaguá (PR) recuou 0,4%, a R$ 129,50/sc, enquanto Santos (SP) avançou 0,8%, ao mesmo patamar de R$ 129,50/sc. No interior, Rondonópolis (MT) fechou em leve queda, a R$ 110,50/sc; Dourados (MS) estável a R$ 112,00/sc; e Rio Verde (GO) foi destaque positivo, com alta de 1,2%, ao redor de R$ 113,00/sc.

● O ritmo de negócios segue com liquidez restrita. Em Campinas (SP), o mercado permanece travado, com produtores e compradores descasados em até R$ 3,00/sc — muitos players aguardam o avanço da colheita para pressionar preços e realizar suas compras. Com o mercado operando próximo de R$ 66,00-65,00 / saca.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 65,99/sc, em estabilidade na sessão. O contrato de setembro/26, por sua vez, encerra a semana se alinhando às expectativas de uma safrinha bem ofertada, movimento que reflete o conforto do mercado com a oferta prospectiva para o período (-2,7% WoW).

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando possível acordo de paz entre EUA e irã.

✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. Na próxima semana, as temperaturas devem se recuperar no Corn Belt após período de frio, favorecendo o avanço do plantio. As chuvas devem ser leves e esparsas na região, sem volumes significativos previstos.

✔️ Embarques de Soja de 16,7 mi de t em abril ficou acima do esperado, e foi fator de baixa para Chicago. No milho, o volume de 474 mil t de abril foi neutro aos preços na CBOT.

✔️ Monitorar o clima no Brasil. Nesta semana, um ciclone extratropical sobre a Argentina deve impactar o Centro-Sul do Brasil, trazendo chuvas fortes e queda expressiva de temperaturas. Acumulados superiores a 50 mm são esperados no Paraná, Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, com volumes podendo exceder 100 mm nessas áreas. O pico do frio está previsto para segunda (11) e terça (12), com mínimas abaixo de 6°C no Centro-Sul do MS e no Paraná.

✔️ Nessa segunda (11), de olho no relatório semanal de embarques para exportação norte-americanos, e condições/estágio das lavouras. Também acompanhar o relatório de embarques semanais no Brasil.