Milho encerra a 6ª feira em leve alta na Bolsa Brasileira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (8) em leve alta de 0,13%, cotado a R$ 67,59/saca, porém com perda semanal acumulada de 2,96%. O vencimento de setembro avançou 0,33%, a R$ 69,72/sc – mas com desvalorização de 2,63% na semana.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pelo avanço moderado dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

Ademais, a demanda internacional aquecida também deu suporte às cotações. Segundo dados divulgados ontem (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos, o Brasil embarcou 471 mil toneladas de milho em abril, volume 166% acima na comparação com o mesmo mês de 2025 (177 mil t).

Maiores ganhos, no entanto, foram limitados pelo recuo do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado para exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,59%, a R$ 4,89.

O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde.

Segundo levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (1º), os trabalhos chegaram a 84,8% da área cultivada, após avançarem 3,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias. No mesmo período do ano passado, estavam em 92,6%; na média dos últimos cinco anos, em 90,6%.

desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.