Milho fecha o dia em leve baixa na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (7) em leve baixa de 1,00 ponto e 0,21%, cotado a US$ cents 467,50/bushel. O vencimento de setembro recuou 0,75 ponto e 0,16%, a US$ cents 474,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de 2,65% e 2,12%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram novamente pressionados pela desvalorização do petróleo no mercado internacional – fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – e pelo bom ritmo de plantio da nova safra norte-americana no Corn Belt.

Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até domingo (3) mostra que os trabalhos alcançaram 38% da área projetada, ritmo à frente da média dos últimos cinco anos (34%). Além disso, 13% da área já atingiu a fase de emergência, ante 9% na média plurianual.

Mais cedo, USDA publicou o Drought Monitor, indicando que após um período de chuvas intensas em todo o Meio-Oeste, condições mais secas se espalharam pela região nos últimos 7 dias.

“O frio atípico reduziu as taxas de evapotranspiração, e a pausa na precipitação foi, em sua maioria, bem-vinda para as atividades de campo que foram atrasadas pelos frequentes sistemas de tempestade. Os impactos da seca e da aridez anormal diminuíram no norte de Minnesota e ao longo da fronteira sul de Indiana e Illinois”, diz o documento.

Na última terça-feira (5), 25% das lavouras de milho se encontravam em áreas que experienciam seca, mesma amostra observada na semana anterior, mas acima dos 20% observado em igual período do ano passado.

O USDA também divulgou que os registros de vendas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 totalizaram 1,361 milhão de toneladas na semana encerrada em 30 de abril – esse volume é 15% inferior ao registrado na semana anterior e 4% menor do que a média das últimas quatro semanas. Para entrega em 2026/27, foram registradas vendas líquidas de 122,8 mil toneladas de milho no período.

No radar, o desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil – que deve ser cheia, apesar de algumas perdas pontuais – e o avanço da colheita na Argentina.