Milho recua mais de 1% em Chicago na manhã desta 5ª feira

Às 9h55 (horário de Brasília) desta quinta-feira (7), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava forte baixa de 5,25 pontos e 1,12%, cotado a US$ cents 463,25/bushel; o de setembro caía 5,00 pontos e 1,05%, a US$ cents 470,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de 3,54% e 2,99%, respectivamente.

Ontem (6), o contrato de julho cedeu 2,40%, a US$ cents 468,50/bushel, e o de setembro recuou 2,16%, a US$ cents 475,00/bushel.

Há pouco, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que os registros de vendas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 totalizaram 1,361 milhão de toneladas na semana encerrada em 30 de abril – esse volume é 15% inferior ao registrado na semana anterior e 4% menor do que a média das últimas quatro semanas. Para entrega em 2026/27, foram registradas vendas líquidas de 122,8 mil toneladas de milho no período.

Também pesava sobre os preços do cereal a queda de mais de 4% do petróleo no mercado internacional – fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – e o bom ritmo de plantio da nova safra norte-americana no Corn Belt.

Publicado mais cedo pelo USDA, o Drought Monitor indica que após um período de chuvas intensas em todo o Meio-Oeste, condições mais secas se espalharam pela região nos últimos 7 dias.

“O frio atípico reduziu as taxas de evapotranspiração, e a pausa na precipitação foi, em sua maioria, bem-vinda para as atividades de campo que foram atrasadas pelos frequentes sistemas de tempestade. Os impactos da seca e da aridez anormal diminuíram no norte de Minnesota e ao longo da fronteira sul de Indiana e Illinois”, diz o documento.

No radar, o desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil – que deve ser cheia, apesar de algumas perdas pontuais – e o avanço da colheita na Argentina.