Às 9h45 (horário de Brasília) desta quinta-feira (7), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em forte baixa de 6,25 pontos e 1,01%, cotado a US$ cents 611,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão descia 13,50 pontos e 1,97%, a US$ cents 673,50/bushel.
Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 4,27% na CBOT e 3,13% na KCBT.
Na véspera (6), as cotações do cereal anotaram baixa de 1,67% na CBOT e 0,43% na KCBT, cotados 617,25/bushel e 687,00/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela previsão de analistas independentes para novas chuvas sobre as áreas de lavoura previamente afetadas pela seca nos Estados Unidos.
Ademais, o mercado de comodities agrícolas segue pressionado pela baixa dos preços do petróleo bruto.
Maiores perdas eram limitadas pelos danos causados pelas fortes geadas sobre as lavouras de trigo nas principais regiões produtoras norte-americanas.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, os estados do Kansas – maior estado produtor do cereal no país –, Oklahoma e Texas foram atingidos pelas baixas temperaturas e congelamento dos campos da safra de inverno.
Ainda no campo climático, o Drought Monitor do USDA informou que, apesar das recentes precipitações nas Planícies norte-americanas, não houve uma melhora significativa nas condições de seca nas lavouras de trigo de inverno. Ademais, os estados de Nebraska e da Dakota do Norte também registraram certa degradação nas condições dos campos do cereal.
Nos mercados internacionais, segundo a Reuters, nesta quarta-feira (6), a agência estatal de grãos da Argélia fechou uma nova licitação internacional para compra de um volume de 390 mil toneladas a 420 mil toneladas de trigo moído.
Mais tarde, o USDA divulgará os registros semanais de vendas para exportação.