Às 10h04 (horário de Brasília) desta terça-feira (5), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava forte baixa de 6,50 pontos e 1,01%, cotado a US$ cents 634,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês recuava 10,25 pontos e 1,48%, a US$ cents 684,25/bushel.

Na véspera (4), o contrato do trigo subiu 0,51% na CBOT, a US$ cents 641,00/bushel. Na KCBT, o cereal registrou completa estabilidade, a US$ cents 694,50/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela melhora das condições nas lavouras do grão nos Estados Unidos bem como pela queda do preço do petróleo bruto nos mercados internacionais, o que influencia as commodities agrícolas norte-americanas.

No campo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a safra de trigo de inverno 2025/26 se encontra em fase de perfilhamento em 37% das lavouras (progresso semanal de 3 p.p.). Também foi registrado uma leve melhora das condições das lavouras do cereal.

Quanto ao plantio do trigo de primavera, 32% da área projetada foi alcançada, após avançar 13 p.p. em uma semana. Apesar dos avanços, ambas as safras registram certo atraso frente a temporada anterior.

Quanto ao clima, de acordo com o boletim do USDA, nas Planícies, uma frente fria atingiu grande parte dos estados de Texas, Montana e das Dakotas. Além das baixas temperaturas, pancadas de chuva e trovoadas estão ocorrendo nas planícies centrais. Porém, o trigo de inverno na região continua sofrendo com os impactos da seca e as temperaturas extremas contínuas nas últimas semanas.

Ainda no campo climático, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, emitiu alertas de geadas nos estados do Kansas e do Colorado.

Maiores perdas eram limitadas pela demanda internacional aquecida. Os embarques de trigo totalizaram 434 mil toneladas na semana encerrada em 30 de abril, segundo os dados divulgados ontem pelo USDA. O desempenho veio em linha com as projeções do mercado, entre 350 mil t e 500 mil t.