Às 9h27 (horário de Brasília) desta terça-feira (5), o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOToperava em leve baixa de 5,00 pontos e 0,41%, cotado a US$ cents 1.217,75/bushel. O de agosto recuava 5,25 pontos e 0,43%, a US$ cents 1.210,75/bushel.

No caso dos derivados, o óleo perdia 0,31%, enquanto que o farelo apresentava viés de alta (+0,06%).

Na véspera (4), os ativos fecharam o dia no campo positivo, com alta de 1,62% para o ativo de julho, a US$ cents 1.222,75/bushel, e de 1,61% para o de agosto, a US$ cents 1.216,00/bushel.

Nesta manhã, os preços eram pressionados pelo avanço nos trabalhos de campo dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), o plantio da soja 2026/27 alcançou 33% da área projetada, após avançar 10 pontos percentuais em uma semana.

As atividades estão acima do registrado no ano passado (28%) e da média dos últimos cinco anos (23%).  O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior.

No caso das condições climáticas no Corn Belt, área das lavouras de soja e milho dos EUA, o boletim diário do USDA informou que as tempestades na noite de ontem causaram danos isolados por vento e granizo em Illinois e arredores.

“Uma massa de ar mais frio acompanha a chuva, que persiste no início da manhã de hoje no sul da região; geadas foram registradas esta manhã em grande parte do norte de Minnesota e das Dakotas”, disse o documento.

Quanto à demanda internacional, o USDA apontou para o embarque de 450 mil toneladas de soja na semana encerrada em 30 de abril, volume em linha com as projeções do mercado, de entre 400 mil e 700 mil toneladas.

No radar, os agentes do mercado acompanham a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, reflexo das incertezas do conflito militar na região. As cotações da commodity são acompanhadas pelos agentes, tendo em vista a competitividade com os biocombustíveis à base de grãos e oleaginosas.