Às 9h06 (horário de Brasília) desta terça-feira (5), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,34%, cotado a R$ 4,9480.
Na véspera (4), o câmbio subiu 0,22%, cotado a R$ 4,9650.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,05%.
Nesta manhã, o mercado repercute a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que na semana passada reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano.
No documento, o Comitê indicou que a magnitude e a duração do ciclo de cortes de juros seguirão dependentes da evolução do cenário, especialmente diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.
“O Comitê julgou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica”, destacou a ata.
No cenário corporativo, a Ambev informou lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre, alta de 2,1% na comparação anual. Após o fechamento do mercado, estão previstos os balanços de empresas como C&A, Copel, Iguatemi, Itaú, Prio, RD Saúde e TIM.
Em Brasília, os investidores avaliam os impactos do programa Desenrola 2.0, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltado à renegociação de dívidas.
Paralelamente, a nova pesquisa eleitoral da Real Time Big Data mostrou que o presidente Lula possui uma vantagem no 1º turno em relação ao senador Flávio Bolsonaro, mas apresenta um empate técnico com o mesmo no 2º turno.
No exterior, persistem as tensões no Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de lançar drones e mísseis contra o país, elevando o risco de ruptura do cessar-fogo na região. Em paralelo, autoridades dos Estados Unidos afirmaram ter destruído embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, enquanto a mídia estatal iraniana nega os ataques.
Diante desse cenário, os preços do petróleo seguem em alta no mercado internacional, com o Brent acima de US$ 110 por barril e o WTI próximo de US$ 105, reforçando as preocupações com a inflação global no curto prazo.