A China acionou, pela primeira vez, uma lei que permite retaliar empresas que cumpram sanções estrangeiras consideradas ilegais por Pequim, em resposta à inclusão de refinarias chinesas na lista de restrições dos Estados Unidos por compras de petróleo iraniano.
No sábado (2), o Ministério do Comércio chinês determinou que empresas locais não cumpram as sanções impostas por Washington contra cinco refinarias, entre elas a Hengli Petrochemical, recentemente adicionada à lista americana.
A decisão marca uma escalada na reação de Pequim às sanções ocidentais, que têm como alvo empresas acusadas de comercializar petróleo iraniano ou russo. A China tem criticado reiteradamente essas medidas, classificando-as como interferência externa.
A Hengli Petrochemical negou as acusações dos Estados Unidos de envolvimento em negociações com o Irã.
A legislação chinesa, criada em 2021 e revisada em abril, autoriza o governo a impor contramedidas a empresas e indivíduos, incluindo restrições comerciais e de investimento, além de limitações de entrada e saída do território chinês.
Em editorial publicado no domingo (3), o jornal oficial chinês “Diário do Povo” afirmou que a medida busca “utilizar o poder do Estado de Direito para contrariar precisamente a ‘jurisdição extraterritorial’ dos EUA”.