Às 9h12 (horário de Brasília) desta segunda-feira (4), o dólar comercial operava em leve alta de 0,24%, cotado a R$ 4,9660.

No último pregão (30), o câmbio caiu 0,98%, cotado a R$ 4,9540, com recuo acumulado na semana de 0,86%. As negociações foram suspensas na sexta-feira (1º) em decorrência do feriado do Dia do Trabalho.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,18%.

Nesta manhã, os investidores acompanham o agravamento das tensões no Oriente Médio, com impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz.

Relatos envolvendo ações militares na região elevaram a aversão ao risco, sustentando a alta dos preços do petróleo, com o tipo Brent próximo de US$ 115 por barril. O movimento ocorre mesmo após sinalizações da OPEP+ sobre aumento de produção.

No Brasil, o destaque é a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC), que elevou a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 de 4,86% para 4,89%.

Os agentes também aguardam a divulgação da ata da última reunião do Copom, marcada para terça-feira (5), após o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, agora em 14,50% ao ano.

Ainda na agenda do dia, o S&P Global divulga o PMI Industrial do Brasil referente a abril, com expectativa de 49,0 pontos, indicador que sinaliza a atividade do setor manufatureiro.

No campo político, o mercado avalia os desdobramentos recentes no Congresso, após derrotas do governo no Senado, incluindo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada de vetos presidenciais sobre a PL da Dosimetria.