Às 10h05 (horário de Brasília) desta quinta-feira (30), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve baixa de 1,00 ponto e 0,21%, cotado a US$ cents 465,50/bushel, mas com ganho acumulado de 2,31% na semana e de 1,69% no mês. O vencimento de julho caía 2,00 pontos e 0,42%, a US$ cents 475,75/bushel – com valorização semanal e mensal, porém, de 2,64% e 1,60%, respectivamente.
Ontem (29), o contrato de maio avançou 0,27%, a US$ cents 466,50/bushel, e o de julho subiu 0,47%, a US$ cents 477,75/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela desvalorização do petróleo, que recuava mais de 1% no mercado internacional, reduzindo os ganhos anotados nos últimos dias.
Também repercutia o bom ritmo de plantio da safra 2026/27 de milho nos Estados Unidos. Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura (USDA) até o último domingo (26) mostra que a semeadura alcançou 25% da área projetada, contra 22% no ano passado e 19% na média plurianual. Além disso, 7% da área já atingiu a fase de emergência, ante 5% na temporada anterior e 4% na média dos últimos cinco anos.
O boletim diário do USDA informa que alertas de geada e congelamento estão em vigor no início desta quinta-feira em várias áreas do Corn Belt, principalmente de Minnesota até Michigan. “Embora geadas no fim de abril não sejam incomuns no norte do cinturão, o calor anterior deixou diversas plantas suscetíveis a danos por congelamento”, explica o departamento.
Ademais, produtores em áreas recentemente atingidas por chuvas intensas e que atualmente enfrentam clima frio estão aguardando condições mais favoráveis antes de iniciar ou retomar o plantio de milho.
O USDA também divulgou há pouco que os registros de vendas de milho para exportação na temporada 2025/26 somaram 1,597 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de abril, volume 21% acima na comparação com a semana anterior e 22% maior do que a média das últimas quatro semanas.
No radar, o desenvolvimento da segunda safra no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina, os dois principais players globais no mercado de milho, atrás dos Estados Unidos.