O dólar comercial fechou essa quarta-feira (29) em leve alta de 0,46%, cotado a R$ 5,0030, com ganho acumulado na parcial da semana de 0,12%. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 5,0130; na mínima, chegou a R$ 4,9810.
Neste pregão, a atenção dos investidores se voltou para as decisões da chamada “Super Quarta”, com anúncios de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros dos EUA na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, decisão amplamente esperada pelo mercado, embora não unânime — com um voto dissidente favorável ao corte de 0,25 ponto percentual.
Em comunicado, o Fed destacou que a atividade econômica segue em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada, influenciada, em parte, pelos preços globais de energia.
Após a decisão, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, adotou tom mais cauteloso quanto a eventuais cortes de juros, reforçando a necessidade de acompanhar o cenário inflacionário.
No Brasil, o mercado aguarda a posição do Banco Central (BC), que divulgará a decisão sobre a taxa Selic às 18h30. A expectativa do mercado é de manutenção em 14,75% ao ano.
Entre os dados divulgados no dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou alta de 2,37% no Índice de Preços ao Produtor (IPP) em março, após queda no mês anterior.
Já o FGV Ibre reportou avanço de 2,73% no IGP-M de abril, intensificando sinais de pressão inflacionária.
No mercado de trabalho, o país criou 228.208 vagas formais em março, segundo o Novo Caged, o melhor resultado para o mês desde 2024.
No cenário externo, a persistente tensão entre Estados Unidos e Irã segue no radar. O bloqueio no Estreito de Ormuz e a rejeição de proposta iraniana por parte do presidente Donald Trump aumentam a percepção de risco global.
Com isso, os preços do petróleo seguem elevados, com o Brent próximo de US$ 120 por barril e o WTI acima de US$ 105, ampliando preocupações inflacionárias no curto e médio prazo.