O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta quarta-feira (29) em moderada alta de 9,25 pontos e 0,79%, cotado a US$ cents 1.182,25/bushel; o de julho subiu 7,75 pontos e 0,65%, a US$ cents 1.197,00/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos, de 1,59% e 1,57%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o óleo avançou 2,63%, reflexo da valorização do petróleo no mercado internacional, enquanto o farelo perdeu 1,62%.

Neste pregão, os preços foram impulsionados pela valorização do óleo, à medida que continuam as preocupações com as condições climáticas no Corn Belt, área que engloba a produção de soja e milho nos Estados Unidos.

Segundo o boletim climático diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o clima frio e nublado está dificultando o trabalho no campo.

“Além disso, pancadas de chuvas isoladas atingem áreas do Meio-Oeste a leste do Rio Mississippi, mantendo o solo encharcado. Em 26 de abril, antes da chuva desta semana, a umidade do solo superficial em todo o estado, nas regiões agrícolas, era de 48% de excesso em Wisconsin e 42% em Michigan”, afirmou o documento.

Segundo o USDA, o plantio de soja 2025/26 atingiu 23% da área projetada, avanço semanal de 11 pontos percentuais na última semana. O desempenho supera os 17% registrados no mesmo período do ano passado e os 12% da média dos últimos cinco anos.

Além disso, 8% das lavouras já estão em emergência, acima dos padrões históricos.

 

Milho

O contrato de maio do milho negociado na CBOT avançou 1,25 ponto e 0,27%, cotado a US$ cents 466,50/bushel, com valorização na parcial da semana de 2,53%; e de julho subiu 2,25 pontos e 0,47%, a US$ cents 477,75/bushel – ganho de 3,07% na semana.

As cotações foram beneficiadas pela alta da soja, bem como pela valorização do petróleo no mercado internacional, fator que amplia a competitividade do etanol norte-americano feito à base de milho.

O plantio no Corn Belt apresenta bom progresso, com cerca de 25% da área projetada já semeada. A expectativa para essa temporada é de que os produtores reduzam a área destinada ao grão, tendo em vista a alta dos preços dos fertilizantes.

Quanto ao clima, as tempestades previstas para o Meio-Oeste norte-americano devem atrasar as atividades de campo em algumas áreas.

 

Trigo

O vencimento de maio do trigo negociado em Chicago cedeu 6,75 pontos e 1,04%, cotado a US$ cents 642,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão caiu 6,50 pontos e 0,93%, a US$ cents 690,25/bushel.

O cereal foi pressionado pelo movimento de realização de lucros, tendo em vista a expressiva valorização da sessão anterior, e pelo fortalecimento do dólar perante as principais moedas globais, com alta de 0,42% do DXY, o que reduz a competitividade das exportações norte-americanas.

Ademais, os investidores seguem de olho nas condições climáticas na região das Planícies dos EUA, onde predomina o clima frio e seco.

Segundo o USDA, em toda a região central e sul das Planícies, o trigo de inverno classificado como muito ruim e ruim, variou de 41% no Kansas a 65% em Nebraska, refletindo os impactos da seca e das geadas.

Para amanhã (30), o mercado espera a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do USDA.