Às 9h37 (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava leve alta de 0,13%, cotado a R$ 68,30/saca, mas com recuo acumulado de 0,44% na parcial da semana. O vencimento de julho avançava 0,19%, a R$ 69,93/sc, com valorização de 1,27% no recorte semanal.
Na véspera (28), os vencimentos fecharam sem direção definida: o contrato de maio caiu 1,03%, a R$ 68,21/sc, enquanto o de julho subiu 0,19%, a R$ 69,80/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). Ademais, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado a exportação, também contribuía para o viés positivo.
No campo, a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 81,1% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 4,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (24).
O plantio do milho de inverno 2025/26 se encontra concluído, com investidores atentos à previsão do tempo para os principais estados produtores. Os relatos são de que chuvas recentes têm favorecido um bom desenvolvimento da cultura no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.
Por outro lado, há notícias de falta de precipitações em Goiás, que tem registrado também altas temperaturas. Em grande parte do estado, os produtores reportam elevada pressão com lagartas nas lavouras, com alguma dificuldade de controle.
Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO Grãos aponta que o país deverá produzir 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior.