Às 9h33 (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 4,75 pontos e 0,40%, cotado a US$ cents 1.177,75/bushel, com ganho na parcial da semana de 1,20%. Por sua vez, o de julho avançava 5,25 pontos e 0,44%, a US$ cents 1.194,50/bushel – avanço semanal de 1,36%.
No caso dos derivados, o farelo e o óleo subiam 0,30% e 0,80%, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços eram impulsionados pelas preocupações com o clima no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho dos Estados Unidos.
O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) informou a possibilidade de inundações repentinas e tempestades isoladas no Centro e no Leste dos EUA, o que pode atrapalhar as atividades de campo.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 23% da área projetada, avanço semanal de 11 pontos percentuais. O desempenho supera os 17% registrados no mesmo período do ano passado e os 12% da média dos últimos cinco anos.
Também contribuía para a valorização dos ativos a alta do petróleo no mercado internacional, em meio ao embate diplomático entre a Casa Branca e Teerã. O cenário favorece os biocombustíveis feitos à base de grãos e oleaginosas.
No radar, a Holanda identificou a presença de organismos geneticamente modificados proibidos em quatro carregamentos argentinos e dois brasileiros de farelo de soja, o que levou a pelo menos três apreensões e fez com que a Argentina questionasse os métodos de teste holandeses.
Milho
O contrato de maio do milho negociado na CBOT avançava 1,75 ponto e 0,38%, cotado a US$ cents 467,00/bushel, valorização na parcial da semana de 2,64%. O de julho subia 2,25 pontos e 0,47%, a US$ cents 477,75/bushel, com ganho na semana de 3,07%.
Os preços eram favorecidos pela alta do petróleo, o que torna o etanol norte-americano de milho mais atrativo, bem como pela expectativa de redução das áreas plantadas nos EUA devido aos altos custos dos fertilizantes.
O plantio antecipado de milho nos EUA está progredindo bem, embora as tempestades previstas para o Meio-Oeste do país possam atrasar os trabalhos em algumas áreas.
Segundo o USDA, a semeadura da safra 2026/27 já alcança 25% da área prevista, com 7% em fase de emergência.
Trigo
O vencimento de maio do trigo negociado em Chicago subia 6,75 pontos e 1,04%, cotado a US$ cents 655,75/bushel, com ganho acumulado de 7,81% na parcial da semana.
Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão avançava 11,00 pontos e 1,58%, a US$ cents 707,75/bushel – valorização na semana de 7,40%.
As cotações do cereal ampliavam os robustos ganhos anotados na sessão de ontem, uma vez que os agentes do mercado estão preocupados com as condições de seca nas regiões produtoras de trigo de inverno dos EUA.
De acordo com o USDA, apenas 30% das lavouras de trigo estão em boas condições, bem abaixo dos 49% registrados no mesmo período do ano passado. As áreas classificadas como ruins ou muito ruins subiram de 33% para 35%.
A previsão de chuvas na região produtora de trigo das planícies americanas pode aliviar parte do estresse hídrico nas plantações, mas algumas áreas já podem ter sofrido perdas de produtividade irreversível.
Quanto a demanda internacional, também repercutia o relatório do adido do USDA na Austrália, que projetou a colheita de trigo do país em 2026/27 em 29 milhões de toneladas, uma queda de 19% em relação ao ano anterior.