O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (28) em forte baixa de 1,03%, cotado a R$ 68,21/saca; na contramão, o vencimento de julho anotou leve avanço de 0,19%, a R$ 69,80/sc.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,06% a R$ 4,97.
Maiores perdas foram limitadas pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
No campo, a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 81,1% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 4,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (24).
O plantio do milho de inverno 2025/26 se encontra virtualmente concluído. Portanto, os investidores voltam as atenções para o clima, chuvas recentes têm favorecido um bom desenvolvimento da cultura no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.
Por outro lado, há notícias de falta de precipitações em Goiás, com altas temperaturas. Em grande parte das regiões, os produtores reportam elevada pressão com lagartas nas lavouras, com alguma dificuldade de controle.
Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO Grãos aponta que o país deverá produzir 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior.
No radar, os agentes do mercado monitoram o fechamento do Estreito de Ormuz e o conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, sobretudo pela importância do país persa para o mercado de grãos, por ser o principal comprador do milho brasileiro.