O dólar comercial fechou essa terça-feira (28) em estabilidade, cotado a R$ 4,9800. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 4,9710; na máxima, alcançou R$ 5,0140.
Neste pregão, os agentes do mercado acompanharam os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
O governo iraniano apresentou uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, condicionando a retomada do fluxo marítimo ao fim do bloqueio aos seus portos, ao encerramento da guerra e ao adiamento das discussões sobre seu programa nuclear.
Segundo fontes da Casa Branca, a proposta foi analisada, mas o presidente Donald Trump demonstrou insatisfação e deve apresentar uma contraproposta nos próximos dias.
Paralelamente, também repercutiu a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a aliança Opep+, a partir de 1º de maio, em meio a um momento sensível para a oferta global de petróleo.
No Brasil, o destaque foi a divulgação do IPCA-15 de abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Indicador avançou 0,89% em abril e ficou 0,45 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de março (0,44%).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.
O resultado abaixo do esperado pelo mercado tende a favorecer a visão do Copom para que adote uma postura mais a favor de reduzir a pressão dos juros.
No viés político, o novo levantamento da AtlasIntel mostra um equilíbrio na disputa eleitoral envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Romeu Zema, com o atual chefe do Executivo empatando no segundo turno com ambos os concorrentes.
Para amanhã (29), o mercado aguarda a chamada “Super Quarta”, com decisões simultâneas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa é de que o Banco Central (BC) mantenha a taxa Selic em 14,75% ao ano, enquanto o Federal Reserve (Fed) deve preservar os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.