As importações de algodão da Indonésia devem recuar para 1,9 milhão de fardos em 2026/27, mantendo tendência de queda após o ajuste observado na temporada anterior, segundo relatório do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Jacarta. O país é o 7º maior importador global da pluma.

A retração reflete a fraqueza da indústria têxtil local, que enfrenta perda de competitividade, custos elevados e demanda externa limitada.

Para 2025/26, as compras externas já devem cair para 1,92 milhão de fardos, redução de 2,9% frente ao ciclo anterior. O movimento é atribuído à combinação de menor consumo doméstico, estoques elevados e desvalorização da moeda local, que encarece as importações.

A Indonésia permanece altamente dependente do mercado externo para abastecer sua indústria. A produção local de algodão é praticamente inexistente, estimada em apenas 2 mil fardos em 2026/27, volume equivalente a menos de 1% da demanda interna.

Segundo o USDA, a cultura continua pouco atrativa aos produtores, devido à baixa rentabilidade, ausência de incentivos governamentais e limitações tecnológicas.

O consumo de algodão na Indonésia deve cair 5% em 2025/26, para 1,85 milhão de fardos, refletindo a desaceleração da indústria têxtil e menor demanda externa por produtos do país.

Para 2026/27, a expectativa é de leve recuperação, com consumo projetado em 1,9 milhão de fardos.

Quando as vendas ao país, o principal fornecedor deve continuar sendo o Brasil. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, o País respondeu por 42,3% das importações, com 470 mil fardos, superando a Austrália, que teve participação de 35,6% (394 mil fardos). Os Estados Unidos aparecem na terceira posição, com 12,6% do mercado.

Segundo o USDA, a liderança brasileira foi favorecida por uma safra robusta e preços mais competitivos em relação aos concorrentes.