Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, nesta terça-feira (28), a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da aliança ampliada Opep+, em meio a um cenário de instabilidade geopolítica no Oriente Médio. O país era membro do cartel desde 1967.

Segundo autoridades do país, a decisão foi tomada após uma revisão estratégica das políticas energéticas nacionais e não foi coordenada com outros membros do grupo – como a Arábia Saudita, principal liderança do cartel.

Além das tensões regionais, o país buscava ampliar sua produção de petróleo sem as restrições impostas pelas cotas da Opep+. Analistas avaliam que a saída pode aumentar a volatilidade dos preços da commodity e representa um duro golpe para a organização, que já enfrenta dificuldades para manter a coesão interna.

No Oriente Médio, o movimento também reflete o desgaste nas relações com países vizinhos durante os recentes conflitos com o Irã. Autoridades emiradenses afirmaram que seus interesses não foram devidamente protegidos, por seus aliados regionais, diante das ameaças e ataques do país persa.