Às 8h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), os contratos de maio e julho da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOTrecuavam 1,50 ponto e 0,13%, cotados a US$ cents 1.175,75/bushel e a US$ cents 1.190,50/bushel, respectivamente.

Após subirem mais de 1% na véspera (27), os preços da soja em grão iniciam o dia em queda, pressionados pelo bom ritmo de semeadura da safra 2026/27 dos Estados Unidos. Conforme divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura do país norte-americano (USDA), o plantio alcançou 23% da área projetada, após avançar 11 pontos percentuais em uma semana.

No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 17%; na média dos últimos cinco anos, em 12%. Além disso, 8% da área já atingiu a fase de emergência, contra 2% na temporada 2025/26 e 1% na média normal.

Também pesa sobre os futuros da oleaginosa a ampla oferta na América do Sul, com o Brasil finalizando uma colheita recorde, que deve alcançar 183 milhões de toneladas, e a Argentina dando início aos trabalhos de colheita, com uma produção que deve se aproximar de 50 milhões de toneladas.

Os embarques semanais de soja dos EUA – relatados ontem pelo USDA – registraram retração semanal, mas vieram acima do observado em igual período do ano passado.

Limitando maiores perdas, o farelo e o óleo avançavam 0,48% e 0,12%, nesta ordem.

Milho 

O contrato de maio do milho negociado na CBOT avançava 3,00 pontos e 0,65%, cotado a US$ cents 463,75/bushel; o de julho subia 4,00 pontos e 0,85%, a US$ cents 473,25/bushel.

Os preços do milho ampliam os ganhos anotados na véspera, sustentados ainda pela valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No entanto, maiores ganhos são limitados pelo bom ritmo de plantio da nova safra norte-americana, que alcançou um quarto da área projetada, após progresso semanal de 14 p.p. Ademais, 7% da área já atingiu a fase de emergência, ante 5% na temporada anterior e 4% na média dos últimos cinco anos.

Quanto às inspeções de milho para exportação divulgadas ontem pelo USDA, estas somaram 1,644 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de abril, volume 5,7% inferior ao registrado na semana anterior e 1,3% abaixo do embarcado em igual período do ano passado.

O desenvolvimento da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o andamento da colheita na Argentina seguem no radar.

Trigo

O vencimento de maio do trigo negociado em Chicago anotava expressiva alta de 12,50 pontos e 2,01%, cotado a US$ cents 634,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês disparava 18,75 pontos e 2,81%, a US$ cents 686,00/bushel.

O USDA divulgou ontem que 25% das lavouras de trigo de inverno alcançaram a fase de perfilhamento (progresso semanal de 5 p.p.), contra 34% em igual período da última safra e 21% na média dos últimos cinco anos.

Da área cultivada, 30% das lavouras apresentam condições boas e excelentes – mesmo nível observado na semana passada, mas bem abaixo dos 49% da mesma época do ano passado. Ademais, 35% estão em situação regular e 35% em ruins e muito ruins.

Já o plantio do trigo de primavera atingiu 19% da área projetada – atrasado em relação à média normal (22%) –, após avançar 5 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura estava em 28%. Além disso, 5% da área alcançou a fase de emergência.