Milho finaliza a 2ª feira em alta na Bolsa Brasileira

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (27) em leve alta de 0,47%, cotado a R$ 68,92/saca; o vencimento de julho anotou ganho de 0,90%, a R$ 69,67/sc.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT).

Além disso, a demanda internacional aquecida forneceu suporte às cotações. Segundo dados publicados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela DATAGRO Grãos, as exportações brasileiras de milho no período alcançaram 116,3 mil toneladas, na semana encerrada em 24 de abril. O volume ficou acima das 29,0 mil toneladas embarcadas na semana anterior.

No campo, a colheita da safra 2025/26 de verão já ultrapassou mais de 70% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, segundo acompanhamento da DATAGRO Grãos. O ritmo dos trabalhos, porém, se encontra atrasado tanto no comparativo anual quanto na média dos últimos cinco anos.

A safra de inverno segue em desenvolvimento, com a colheita devendo ter início nas próximas semanas. Diante das condições climáticas observadas ao longo da safra, a expectativa é de uma produção cheia, mas menor do que a colhida no ano passado.

Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO Grãos aponta que o país deverá produzir 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior.

No entanto, maiores ganhos eram limitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações da B3, o dólar caía 0,32% a R$ 4,98.

No radar, os investidores seguem monitorando a estagnação das tratativas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Sobretudo pela importância do país persa para o mercado de grãos, por ser o principal comprador do milho brasileiro.