O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (27) em forte alta de 5,75 pontos e 1,26%, cotado a US$ cents 460,75/bushel; o de julho avançou 5,75 pontos e 1,24%, a US$ cents 469,25/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal acompanharam os ganhos generalizados observados no complexo grãos de Chicago, com destaque para o trigo, que subiu mais de 2%. Também deu suporte a expressiva valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as inspeções de milho para exportação somaram 1,644 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de abril, volume 5,7% inferior ao registrado na semana anterior e 1,3% abaixo do embarcado em igual período do ano passado.
No acumulado do ano comercial 2025/26, os Estados Unidos embarcaram 53,442 milhões de toneladas de milho, volume 31% superior ao registrado no mesmo período da safra passada e o equivalente a 64% do total projetado pelo USDA (83,820 milhões de toneladas).
Daqui a pouco, o órgão reportará o boletim com os estágios e condições das lavouras norte-americanas. Diante do início do plantio da safra 2026/27 de milho, a previsão do tempo para o Corn Belt vem sendo monitorada de perto.
Em seu boletim climático diário, o USDA indicou que uma massa de ar frio começou a avançar sobre o alto Meio-Oeste, com grande parte da região sob risco de novas tempestades severas, ventos fortes, granizo de grande porte e tornados isolados. “Entre as áreas de maior preocupação com enchentes repentinas e tempestades destrutivas estão os vales do médio Mississippi e do baixo Missouri”, aponta o órgão.
No radar, o desenvolvimento da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o andamento da colheita na Argentina.