Às 9h43 (horário de Brasília) desta segunda-feira (27), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 1,75 ponto e 0,29%, cotado a US$ cents 610,00/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 2,75 pontos e 0,42%, a US$ cents 656,25/bushel.
No último pregão (24), os vencimentos do cereal fecharam em queda de 0,41% na CBOT e 1,16% na KCBT, cotados 608,25/bushel e 659,00/bushel, nesta ordem. No entanto, no recorte semanal, os vencimentos acumularam ganhos expressivos de 2,88% na CBOT e 3,49% na KCBT.
Nesta manhã, os preços eram sustentados pela continuidade da seca e estiagem nas principais regiões produtoras do cereal nos Estados Unidos.
Segundo o Drought Monitor do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgado na última quinta-feira (23), as temperaturas nas planícies norte-americanas seguem acima do normal para o período, com o clima seco sobre as lavouras de trigo de inverno.
A seca severa se expandiu pelo centro e sudoeste do Kansas. A estiagem continua a afetar os estados do Wyoming e Colorado e a seca extrema também chegou ao sul da Dakota do Sul.
Quanto à demanda internacional, a Autoridade Geral de Segurança Alimentar (GFSA) da Arábia Saudita anunciou a compra de 985 mil toneladas de trigo, por meio de uma licitação internacional. Foram adquiridos grãos da região do Mar Negro, União Europeia, Austrália, América do Sul e América do Norte.
Maiores ganhos eram limitados pela previsão, de analistas independentes, de chuvas para as áreas de lavoura de trigo nesta semana.
Na Argentina, a paralisação de caminhoneiros no Porto de Quequén, na província de Buenos Aires, foi oficialmente encerrada. Transportadores e agricultores chegaram à um acordo para aumentar 16% as taxas de frete, como uma forma de equiparar os altos custos do envio de grãos a região portuária.
Ainda hoje, o USDA vai divulgar os embarques semanais, bem como a atualização das condições e estágios das lavouras norte-americanas.