Na última sexta-feira (24), foi oficialmente encerrada a greve de caminhoneiros no Porto de Quequén, na província de Buenos Aires, na Argentina. A paralisação, que durou mais de duas semanas, terminou após um acordo entre motoristas e agricultores de um aumento de 16% na tarifa vigente das taxas de frete.
Durante as negociações, também foi definido uma alíquota limite de 2% para despesas administrativas. Quanto às taxas de estacionamento, no Sítio 0 da Quequén S.A., os valores se mantiveram inalterados. Porém, após 24 horas da entrada no porto, cada caminhão estacionado na área portuária deverá pagar a taxa de estacionamento correspondente.
Estimativas das entidades locais indicam que a greve impediu o carregamento de 347,6 mil toneladas de grãos e causou perdas de cerca de US$ 280 milhões. Os produtos não embarcados são sementes de girassol (126 mil), milho (118,6 mil), trigo (78 mil) e cevada (25 mil).
Segundo os transportadores, os custos dos fretes subiram muito mais rápido do que a receita nos últimos meses. Somente o preço do diesel subiu 30% na Argentina, o que desestabilizou o setor de transportes.