Milho encerra em campo positivo nesta 6ª feira na B3

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (24) em forte avanço de 1,14%, cotado a R$ 68,60/saca, com ganho semanal acumulado de 4,41%. O vencimento de julho fechou em estabilidade com viés de alta (+0,06%), a R$ 69,05/sc – valorização de 3,34% na semana.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pelo atraso dos trabalhos de campo nas lavouras do milho de verão. A colheita da safra 2025/26 chegou a 71,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 5,9 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (10). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 81,9%; na média dos últimos cinco anos, em 77,7%.

Ainda no campo, o milho de inverno segue em fase final de desenvolvimento, com a colheita devendo ter início nas próximas semanas.

DATAGRO Grãos também divulgou sua nova estimativa para produção total de milho no Brasil. De acordo com a consultoria, somando a primeira e a segunda safra, o país deverá colher 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior. A projeção anterior era de 144 mi de t.

Maiores ganhos, no entanto, foram limitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,12%, a R$ 4,99.

O recuo dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, também evitou maiores valorizações.