Às 9h54 (horário de Brasília) desta sexta-feira (24), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em forte alta de 1,15%, cotado a R$ 68,61/saca, com avanço acumulado de 4,43% na parcial da semana. O vencimento de julho avançava 0,81%, a R$ 69,57/sc, com valorização semanal de 4,12%.
Na véspera (23), o contrato de maio caiu 1,62%, a R$ 67,83/sc; o de julho recuou 0,89%, a R$ 69,01/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram impulsionados pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Ademais, o avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuía para o viés positivo.
No campo, o milho de inverno segue em fase final de desenvolvimento, com a colheita devendo ter início nas próximas semanas.
Já a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 76,4% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 4,9 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (17). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 86,3%; na média dos últimos cinco anos, em 82,8%.
A DATAGRO Grãos também divulgou sua nova estimativa para produção total de milho no Brasil. De acordo com a consultoria, somando a primeira e a segunda safra, o país deverá colher 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior. A projeção anterior era de 144 mi de t.
No radar, o avanço da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina que, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), chegou a 26,5% da área cultivada, após avançar 1,8 ponto percentual em uma semana. Quanto à produção do cereal, a BCBA manteve sua projeção em 61 milhões de toneladas.