Às 9h38 (horário de Brasília) desta sexta-feira (24), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava estabilidade com viés de alta (+0,75 ponto e 0,06%), cotado a US$ cents 1.160,50/bushel; o de julho avançava na mesma intensidade, a US$ cents 1.175,25/bushel. Por outro lado, na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 0,58% e 0,66%, nesta ordem.
Na véspera (23), ambos futuros caíram 0,41%, cotados a US$ cents 1.159,75/bushel e a US$ cents 1.174,75/bushel, respectivamente.
Quanto aos derivados, o óleo e o farelo avançavam 0,22% e 0,14%, na referida ordem.
Nesta manhã, a valorização da oleaginosa é sustentada pelo enfraquecimento do dólar frente às principais moedas globais, com recuo de 0,12% no índice DXY, o que melhora a competitividade das exportações dos Estados Unidos.
Além disso, o mercado realiza ajustes técnicos após as perdas acumuladas ao longo da semana.
Quanto à demanda internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que as vendas para exportação semanais de soja somaram 365 mil toneladas na semana encerrada em 16 de abril, dentro da faixa projetada pelo mercado (200 mil a 600 mil toneladas).
Além disso, a valorização do petróleo, influenciada pelas tensões no Oriente Médio, também contribui para sustentar os preços da oleaginosa, ao aumentar a competitividade dos biocombustíveis.
No campo climático, o mercado segue atento às condições no Corn Belt, área que engloba as lavouras de milho e soja norte-americano. Dados do Drought Monitor coletados até terça-feira (21) indicam avanço da seca em áreas importantes, com o estado de Nebraska com mais de 88% do território afetado e a Dakota do Sul com áreas cima de 52% em condição de seca.
Além disso, o Serviço Nacional de Meteorologia aponta risco de incêndios florestais em regiões como Minnesota, Iowa e Dakota do Sul, devido à baixa umidade.