Jorge Messias será sabatinado na próxima quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, se o script for seguido, terá seu nome aprovado no mesmo dia no plenário para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. A primeira dúvida gira em torno do placar de sua aprovação, já que desta vez a oposição vai votar contra a indicação da Presidência da República e não haverá o apoio de Davi Alcolumbre. A expectativa é que a ala evangélica da Casa ajude a aprovar o atual AGU. Não restam dúvidas de que, na sabatina, os senadores vão questionar a posição do AGU sobre independência entre os Poderes, a punição aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, o código de ética para os magistrados, as polêmicas decisões monocráticas e, principalmente, os desdobramentos do caso Master. Messias terá a oportunidade de mostrar sua habilidade política, dando explicações técnicas combinadas às respostas que agradem aos ouvidos da maioria. Com o clima conflagrado no STF, a segunda dúvida em Brasília é sobre qual grupo Messias vai se integrar: a ala ligada a Gilmar Mendes/Alexandre de Moraes, a turma de André Mendonça ou o bloco dos “independentes” Cármen Lúcia e Edson Fachin. Na atual Casa mais vigiada do país, muita gente anseia pela chegada de Messias.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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