Nesta quinta-feira (23), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em forte baixa de 1,62%, cotado a R$ 67,83/saca. O vencimento de julho recuou 0,89%, a R$ 69,01/sc. Porém, na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 3,24% e 3,28%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a alta expressiva das cotações na véspera (22).
Todavia, maiores perdas foram limitadas pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação, bem como pela alta dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).
No campo, o milho de inverno segue em fase final de desenvolvimento com a colheita devendo ter início nas próximas semanas.
Já a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 76,4% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 4,9 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (17). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 86,3%; na média dos últimos cinco anos, em 82,8%.
A DATAGRO Grãos também divulgou sua nova estimativa para produção total de milho no Brasil. De acordo com a consultoria, somando a primeira e a segunda safra, o país deverá colher 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior. A projeção anterior era de 144 mi de t.
No radar, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou que a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 26,5% da área cultivada, após avançar 1,8 ponto percentual em uma semana. Quanto à produção do cereal, a BCBA manteve sua projeção em 61 milhões de toneladas.