O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (23) em leve alta de 1,25 ponto e 0,28%, cotado a US$ cents 455,50/bushel; o de julho subiu 1,00 ponto e 0,22%, a US$ cents 463,75/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulam ganhos de 1,50% e 1,37%, respectivamente.
Após iniciarem o dia em baixa, os preços do cereal ganharam força ao longo do pregão, sustentados pela valorização de quase 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Também deu suporte a demanda internacional aquecida. Mais cedo, o USDA reportou os registros de vendas para exportação referentes à semana encerrada em 16 de abril, indicando a comercialização de 1,316 milhões de toneladas de milho para entrega no ano comercial 2025/26, volume 3% superior à média das últimas quatro semanas. Para entrega em 2026/27, foram registradas vendas de 440,1 mil toneladas de milho.
Além disso, o mercado segue atento ao início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. Levantamento do USDA com dados coletados até domingo (19) mostra que a semeadura chegou a 11% da área projetada, ritmo à frente da média dos últimos cinco anos (9%). Ademais, 4% da área já atingiu a fase de emergência, ante 2% na temporada anterior e na média plurianual.
Quanto à previsão do tempo, relatório diário do USDA indica que os solos permanecem encharcados em partes dos estados dos Grandes Lagos, apesar de alguns dias de tempo predominantemente seco.
No radar, o iminente início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos na Argentina, que já ultrapassam 25% da área cultivada.
A expectativa é de safra cheia em ambos os países, com destaque para a Argentina, que deverá colher mais de 60 milhões de toneladas, conforme projetam as duas principais entidades agrícolas do país.