Soja encerra em queda na CBOT nesta 5ª feira

O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta quinta-feira (23) em leve baixa de 4,75 pontos e 0,41%, cotado a US$ cents 1.159,75/bushel; o de julho cedeu na mesma intensidade, a US$ cents 1.174,75/bushel. Ambos os ativos acumulam perdas na parcial da semana, na ordem de 0,64% e 0,70%, respectivamente.

Quantos aos derivados, o óleo terminou em viés de baixa (-0,03%), enquanto que o farelo fechou em estabilidade.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelas condições climáticas nos Estados Unidos, que seguem favorecendo o avanço do plantio no Corn Belt, área que engloba as lavouras de soja e milho.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura da safra 2026/27 atingiu 12% da área projetada, avanço de 6 pontos percentuais na semana.

O ritmo está acima dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 6% dos últimos cinco anos.

O USDA projeta área de 34,27 milhões de hectares, crescimento de 4% frente ao ciclo anterior.

Apesar do cenário inicialmente favorável, o boletim climático diário do USDA indica a chegada de instabilidades, com tempestades, possibilidade de granizo, ventos fortes e tornados isolados, que devem avançar a partir do alto vale do Mississippi.

No lado da demanda, o relatório semanal do USDA apontou vendas para exportação de 365 mil toneladas na semana encerrada em 16 de abril, dentro da faixa projetada pelo mercado (200 mil a 600 mil toneladas).

A valorização do petróleo no mercado internacional — influenciada pelas tensões no Oriente Médio — ajudou a conter maiores perdas, ao aumentar a competitividade dos biocombustíveis à base de oleaginosas e grãos.

Os agentes também monitoram o fim da colheita no Brasil, fator que pode influenciar a oferta global. A produção do Brasil é estimada 183,0 milhões de toneladas pela DATAGRO, volume considerado recorde.