O dólar comercial fechou essa quarta-feira (22) em estabilidade com viés de alta (+0,02%), cotado a R$ 4,9730, mas com perda acumulada na parcial da semana de 0,20%. Na máxima do dia, o câmbio alcançou R$ 4,9870; na mínima recuou para R$ 4,9530.
Neste pregão, em volta do feriado de Tiradentes, o mercado repercutiu com cautela os sinais mistos envolvendo o conflito entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio.
Apesar da extensão do acordo de cessar-fogo, o ambiente segue instável, com disputas pelo controle do Estreito de Ormuz. Nesta sessão, a Guarda Revolucionária iraniana informou a apreensão de duas embarcações comerciais na região, elevando a percepção de risco.
Diante das incertezas geopolíticas, os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent superando a marca de US$ 100 por barril. O movimento reforça preocupações com inflação global e custos logísticos.
Em meio aos desdobramentos do conflito, o presidente Donald Trump mantém níveis baixos de aprovação. Pesquisa recente da Reuters/Ipsos indica que 36% dos americanos aprovam sua gestão, patamar estável em relação ao mês anterior.
No Brasil, o destaque foi a aprovação, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, do parecer favorável à proposta que trata do fim da jornada de trabalho 6×1.
O relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) considerou admissíveis duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema.
O texto segue agora para análise de uma comissão especial, cuja formação ficará a cargo do presidente da Câmara, Hugo Motta, com expectativa de avanço da tramitação até o fim de maio.