Milho termina em expressiva alta na Bolsa Brasileira nesta 4ª feira

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta quarta-feira (22) em expressiva alta de 2,07%, cotado a R$ 68,95/saca; o de julho avançou 2,58%, a R$ 69,63/sc. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 4,95% e 4,21%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, o atraso no plantio em algumas regiões do Centro-Sul do Brasil também deu suporte à cotações.

No campo, com a semeadura do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já a colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento na comparação com o mesmo período do ano passado e a média dos últimos anos. A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

Maiores ganhos foram limitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado a exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar operava em viés de baixa (-0,04%) a R$ 4,97%.

No cenário internacional, a Argentina exportou 4,777 milhões de toneladas de milho em março de 2026, segundo dados do governo argentino. O resultado representa uma expressiva alta de 257% frente ao mês anterior.

No radar, os impasses diplomáticos sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.