A China importou 246,3 mil toneladas de carne bovina em março deste ano, volume superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e na média dos últimos cinco anos, mostram dados divulgados nesta semana pela Administração Geral das Alfândegas do país asiático (GACC) e analisados pela DATAGRO Pecuária.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as importações chinesas da proteína totalizaram 886,7 mil toneladas, aumento de 28,3% na comparação com os primeiros três meses do ano passado, quando os desembarques somavam 690,7 mil toneladas.
O Brasil forneceu 57,7% do total importado pela China no ano até aqui, o equivalente a 512 mil toneladas. Esse volume representa 46,3% da cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida por Pequim aos frigoríficos brasileiros em 2026.
Na virada do ano, visando proteger a indústria local, a China impôs cotas individuais de suprimento de carne bovina aos seus principais fornecedores. De acordo com o critério criado pelo governo chinês, cargas que forem enviadas após a utilização das cotas serão sobretaxadas em 55%.
Segundo principal fornecedor ao país asiático no acumulado do ano até o momento, a Argentina já enviou 140,5 mil t de carne bovina, o equivalente a 27,5% da sua cota. Na sequência, a Austrália forneceu 106 mil t (51,7% da sua cota), o Uruguai mandou 64,5 mil t (19,9% da cota), a Nova Zelândia 30,2 mil t (14,7% da cota) e os Estados Unidos 1,3 mil toneladas (0,8% da cota).