Milho fecha a 4ª feira em leve alta na Bolsa de Chicago

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (22) em leve alta de 0,50 ponto e 0,11%, cotado a US$ cents 454,25/bushel; o de julho subiu 0,75 ponto e 0,16%, a US$ cents 462,75/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulam ganhos de 1,23% e 1,15%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal acompanharam a valorização de mais de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção do biocombustível nos Estados Unidos caiu na última semana, enquanto os estoques avançaram.

A demanda internacional segue aquecida pelo milho dos Estados Unidos. Pela manhã, o Departamento de Agricultura (USDA) relatou uma venda individual de 130 mil toneladas de milho para um destino desconhecido.

Além disso, o mercado segue atento ao progresso do plantio da safra 2026/27 dos EUA, que chegou a 11% da área projetada no último domingo (19), ritmo à frente da média dos últimos anos (9%). Ademais, 4% da área já atingiu a fase de emergência, ante 2% na temporada anterior e na média plurianual.

Em sua atualização climática diária, o USDA aponta que o tempo quente substituiu as condições anteriormente frias, com temperaturas recordes se desenvolvendo em partes do oeste do Corn Belt.

“As temperaturas máximas de hoje em áreas de Nebraska e Dakota do Sul devem variar entre 32 °C e 35 °C. Enquanto isso, bolsões de inundações em áreas baixas persistem nos estados da região dos Grandes Lagos, especialmente no oeste de Michigan, leste de Wisconsin e norte de Illinois”, afirma o USDA.

No radar, o iminente início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos na Argentina, que já ultrapassam 20% da área cultivada. A expectativa é de safra recorde em ambos países.