Às 9h47 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava alta moderada de 0,67%, cotado a R$ 68,00/saca, com ganho acumulado de 3,50% na parcial da semana. O vencimento de julho avançava 0,87%, a R$ 68,47/sc, com valorização de 2,48% no recorte semanal.
Na segunda-feira (20), os vencimentos anotaram ganhos de 2,82% e 1,59%, cotados a R$ 67,55/sc e R$ 67,88/sc, respectivamente. Na véspera (21), as negociações na B3 estiveram suspensas em decorrência do feriado nacional de Tiradentes.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelo avanço dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
Ademais, a valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado a exportação, também contribuía para o viés positivo.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.
Já a colheita do milho de verão 2025/26 segue em ritmo mais lento na comparação com o mesmo período do ano passado e a média dos últimos anos. A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
No radar, os investidores acompanham a greve de caminhoneiros no porto de Quequén, na Argentina. Os protestos já atrasaram o carregamento de grãos de ao menos 10 navios.