Às 9h36 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve baixa de 0,75 ponto e 0,12%, cotado a US$ cents 604,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 3,75 pontos e 0,58%, a US$ cents 639,75/bushel.

Por outro lado, na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 2,20% na CBOT e 0,47% na KCBT.

Ontem (21), o cereal encerrou em alta de 1,34% tanto na CBOT quanto na KCBT, cotado a US$ 605,00/bushel e US$ cents 643,50/bushel, respectivamente.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados por um movimento de realização de lucros após a valorização dos ativos na véspera. Ademais, os analistas preveem novas chuvas em regiões produtoras do trigo de inverno nos Estados Unidos na próxima semana, o que contribui para o viés negativo.

Maiores perdas eram limitadas pela continuidade da seca nas áreas de lavoura na região central dos EUA, com risco de novos incêndios florestais. Alertas de bandeira vermelha foram emitidos desde a fronteira canadense ao sul até o noroeste do Texas.

O Kansas, principal estado produtor do grão, é afetado pela baixa umidade relativa do ar e fortes rajadas de vento.

Nesta segunda-feira (20), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou seus dados sobre o andamento do plantio da safra 2026/27 no país.

O USDA informou que 20% das lavouras cultivadas com trigo de inverno alcançaram a fase de espigamento (progresso semanal de 9 p.p.), contra 14% em igual período da última safra e 12% na média dos últimos cinco anos.

Da área cultivada, 30% das lavouras apresentam condições boas e excelentescontra 34% na semana passada e 45% em igual altura do ciclo anterior. Ademais, 37% estão em situação mediana e 33% em ruins e muito ruins.

Já o plantio do trigo de primavera atingiu 12% da área projetada – mesmo ritmo visto na média dos últimos cinco anos –, após avançar 6 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura estava em 16%.