Às 9h11 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTavançava 5,50 pontos e 0,47%, cotado a US$ cents 1.180,00/bushel; o de julho subia 6,25 pontos e 0,53%, a US$ cents 1.196,50/bushel. Na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 1,09% e 1,14%, nesta ordem.

No último pregão (21), os vencimentos fecharam no campo positivo, com alta de 0,75% para o de maio, a US$ cents 1.174,50/bushel, e de 0,72% para o de julho, a US$ cents 1.190,25/bushel.

Quanto aos derivados, o óleo valorizava 0,75% e o farelo subia 0,43%.

Nesta manhã, os preços eram impulsionados pelas preocupações climáticas na região do Corn Belt nos Estados Unidos, área que engloba as lavouras de soja e milho.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, alertas de bandeira vermelha, o que significa tempo extremamente seco, foram emitidos desde as Dakotas, ao sul até o Texas, e de Montana, a leste até Minnesota. O órgão alertou a chegada de ventos fortes e que qualquer incêndio que se desenvolva pode sair do controle.

Também dava algum suporte aos preços a nova escalda do petróleo no cenário internacional, em meio às incertezas do conflito entre os EUA e o Irã no Oriente Médio.

A commodity energética tipo Brent chegou a ficar próxima dos patamares de US$ 100 o barril, o que favorece o mercado de biocombustíveis à base de cereais e oleaginosas.

Quanto aos trabalhos de campo do plantio da safra 2026/27, o Departamento de Agricultura (USDA) reportou que a semeadura a alcançou 12% da área projetada, após avançar 6 pontos percentuais em uma semana. No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 7%; na média dos últimos cinco anos, em 6%.

USDA projeta que os produtores norte-americanos irão semear 34,27 milhões de hectares com soja na atual temporada, um aumento de 4% ante o ciclo anterior.

A finalização de uma colheita recorde no Brasil, que deve superar 180 milhões de toneladas, e novas pistas sobre o apetite chinês pela soja norte-americana seguem no radar.