Enviados da União Europeia devem avançar na adoção do 20º pacote de sanções contra a Rússia, com expectativa de apoio de Eslováquia e Hungria após a retomada do fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba, conforme afirmaram diplomatas europeus nesta quarta-feira (22).
A medida vinha sendo travada pela necessidade de unanimidade entre os países do bloco, condição ainda não atingida anteriormente.
O apoio eslovaco está condicionado à normalização do abastecimento via o oleoduto Druzhba, uma das principais rotas de fornecimento de petróleo para a Europa.
O fluxo deve ser retomado ainda hoje, após interrupção causada por um ataque com drone em janeiro.
Segundo o governo eslovaco, o pacote de sanções não deve gerar impacto significativo para a economia local, desde que o fornecimento seja restabelecido
O novo conjunto de sanções mira especialmente, o complexo industrial militar russo, com foco na produção de drones, a chamada “frota paralela” de navios utilizada para driblar restrições e serviços ligados ao gás natural liquefeito (GNL) e quebra-gelos russos, com proibição gradual.
Uma das medidas mais sensíveis — a proibição total de serviços marítimos ao petróleo russo — ainda não foi implementada. Diplomatas indicam que há acordo “em princípio”, mas a decisão foi adiada até maior alinhamento com o G7.
Caso seja adotada, a medida pode representar o fim do teto de preço imposto ao petróleo russo desde 2022, mecanismo que permitia o uso de seguros e transporte ocidentais desde que o barril fosse comercializado abaixo de US$ 60.