Nesta terça-feira (21), ao menos 10 navios atrasaram o seu carregamento de grãos no porto argentino de Quequén devido a protestos de caminhoneiros no local. Segundo a Reuters, o setor demanda taxas de frete mais altas e, portanto, bloqueiam o acesso ao terminal.

Os motoristas estão acampados ao longo da estrada que leva ao complexo portuário, localizado no sul da província de Buenos Aires. Atualmente, 80% dos carregamentos de grãos no país são feitos por via rodoviária.

O porto de Quequén carregou cerca de 2,4 milhões de toneladas de soja em 2025, o equivalente a 20% da oleaginosa exportada pela Argentina no ano anterior.

As principais exportadoras argentinas de grãos, como a Bunge, a Cofco e a cooperativa local ACA, atuam na região.

Os protestos também afetaram o porto de Bahia Blanca. Em comunicado, a câmara portuária argentina afirmou que o valor bloqueado em exportações na região já alcançava um prejuízo de cerca de US$ 450 milhões.