Ibovespa encerrou esta segunda-feira (20) em leve alta de 0,20%, aos 196.132,06 pontos. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) alcançou os 196.724,17 pontos; na mínima, desceu aos 195.281,94 pontos.

De maior peso na composição da B3, a Vale (VALE3) caiu 1,14%. Por outro lado, as ações Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram 1,83% e 1,73%, nesta ordem.

Os grandes bancos terminaram o dia em campo misto: o Itaú (ITUB4) recuou 0,92%; o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 0,49% e o Bradesco (BBDC4) anotou perdas de 1,08%. Somente o Santander (SANB11) fechou em estabilidade com viés de alta (+0,03%).

Amanhã (21), as negociações na B3 estarão suspensas em decorrência do feriado nacional de Tiradentes. As operações serão retomadas na quarta-feira (22).

Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam o dia em campo negativo. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou em viés de baixa (-0,01%), aos 49.442,56 pontos; o S&P 500 recuou 0,24%, aos 7.109,14 pontos; e o Nasdaq se desvalorizou 0,26%, aos 24.404,39 pontos.

Neste pregão, o mercado acompanhou sinais mistos no Oriente Médio, com a tensão ainda presente nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Uma delegação norte-americana deve participar de novas tratativas no Paquistão, liderada pelo vice-presidente JD Vance. Do lado iraniano, autoridades indicaram que avaliam positivamente a participação nas negociações, embora sem decisão final.

Apesar dos avanços diplomáticos, o tráfego no Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado, com poucas travessias registradas. O bloqueio naval imposto pelos EUA e episódios recentes, como a interceptação de um cargueiro iraniano no Golfo de Omã, mantêm a incerteza elevada.

No Brasil, os investidores repercutiram a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC) do Brasil, com revisões altistas para inflação (IPCA) e taxa Selic em 2026 e 2027.

No cenário político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda na Alemanha, onde anunciou que o país europeu destinará 500 milhões de euros ao Fundo Clima, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O fundo tem como objetivo financiar projetos e estudos voltados à mitigação das mudanças climáticas, reforçando a cooperação bilateral na agenda ambiental.