O contrato de maio da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (20) em leve baixa de 1,50 ponto e 0,13%, cotado a US$ 1.165,75/bushel; o vencimento de julho cedeu 1,25 ponto e 0,11%, a US$ 1.181,75/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo se desvalorizou 2,02%, enquanto o óleo disparou 2,16%.
Neste pregão, os preços foram pressionados pela perspectiva de que a China vai reduzir as suas compras de soja em 2026. Segundo o relatório “Perspectivas Agrícolas da China 2026-2035”, elaborado pelo Ministério da Agricultura do país, as compras de soja devem cair 6,1% neste ano.
Além disso, o documento estima que a importação total de grãos deve cair para 115 milhões de toneladas em 2035, ante 140,56 milhões em 2025. No caso da soja, as importações devem recuar para 82,55 milhões de toneladas na próxima década, queda de 26,2% frente ao recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025.
Quanto às questões climáticas, o boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que foram emitidos alertas de geadas para o Corn Belt, região que engloba as safras de milho e soja do país norte-americano.
“Embora a maioria das culturas de verão do Meio-Oeste ainda não tenha sido plantada, e as que foram plantadas ainda não tenham germinado, há preocupações com geadas, algumas relacionadas a frutos em floração”, reforça o documento.
Em relação à demanda internacional, o relatório semanal do USDA informou que os agricultores norte-americanos exportaram 749 mil toneladas de soja na semana encerrada em 16 de abril. O desempenho permaneceu dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 300 mil e 820 mil toneladas.
Mais tarde, o USDA divulga o acompanhamento da última semana sobre os estágios e condições das lavouras norte-americanas.