Milho finaliza a 2ª feira em expressiva alta na B3

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta segunda-feira (20) em expressiva alta de 2,82%, cotado a R$ 67,55/saca; o vencimento de julho anotou forte ganho de 1,59%, a R$ 67,88/sc.

Neste pregão, o mercado ajustou posições, tendo em vista as recentes perdas. O avanço encerrou o ciclo de 10 pregões consecutivos que o spot anotava queda e de 12º seguidos que o vencimento de julho fazia esse mesmo movimento.

Também deu suporte a demanda internacional aquecida e a alta nos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

Mais cedo, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o Brasil exportou 297,8 mil toneladas de milho no acumulado de abril até o momento, volume 66,9% superior em relação ao embarcado em todo mês de abril de 2025.

Maiores ganhos, no entanto, foram limitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,24% a R$ 4,97.

O mercado segue acompanhando o desenvolvimento do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil e a finalização da colheita do cereal de verão. A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

No radar, os impasses diplomáticos sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã é um dos principais destinos das exportações brasileiras de milho.

Amanhã (21), as negociações na B3 estarão suspensas em decorrência do feriado nacional de Tiradentes. As operações serão retomadas na quarta-feira (22).