A China deverá reduzir as importações de importantes commodities agrícolas em 2026, segundo o relatório “Perspectivas Agrícolas da China 2026-2035”, elaborado pelo Ministério da Agricultura do país e divulgado nesta segunda-feira (20).

As projeções indicam queda nos volumes importados de soja (-6,1%), carne suína (-8,2%), carne bovina (-3,9%) e laticínios (-4,1%).

De acordo com o relatório, os preços agrícolas devem permanecer relativamente estáveis no curto prazo, mas com tendência de alta ao longo do ano.

“De forma geral, os preços dos produtos agrícolas provavelmente permanecerão estáveis, com a maioria das commodities apresentando estabilidade inicialmente antes de subirem no decorrer do ano”, destaca o documento.

A estratégia chinesa prevê aumento contínuo da produção doméstica de grãos, que deve alcançar 733 milhões de toneladas em 2030 e 753 milhões de toneladas em 2035. Os volumes representam avanços de 2,5% e 5,3%, respectivamente, frente à safra recorde de 715 milhões de toneladas colhida em 2025.

Com maior produção interna, a China deve reduzir gradualmente sua necessidade de importações. As compras totais de grãos devem cair para 115 milhões de toneladas em 2035, ante 140,56 milhões em 2025. No caso da soja, principal item da pauta agrícola chinesa, as importações devem recuar para 82,55 milhões de toneladas na próxima década, queda de 26,2% frente ao recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025.