Nesta sexta-feira (17), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou em leve baixa de 0,30%, cotado a R$ 65,70/saca, com desvalorização semanal acumulada de 3,76%. O vencimento de julho recuou 0,27%, a R$ 66,82/sc, fechando a semana com perda de 3,10%.
Esse foi o 10º pregão consecutivo que o spot anota queda e o 12º seguido que o vencimento de julho faz esse movimento.
Os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar caía 0,20%, a R$ 4,98.
No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para as condições climáticas diante do período decisivo de desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.
A colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 71,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 5,9 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (10). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 81,9%; na média dos últimos cinco anos, em 77,7%.
A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.
Ademais, os contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam próximos a estabilidade sem direção definida nos Estados Unidos.
No radar, novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como o avanço da colheita na Argentina e do plantio nos Estados Unidos.