Contrato de maio do milho fecha a 6ª feira em estabilidade na Bolsa de Chicago

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (17) em total estabilidade, cotado a US$ cents 448,50/bushel; o de julho caiu 0,75 ponto e 0,16%, a US$ cents 457,00/bushel. Na semana, os futuros acumularam ganhos de 1,70% e 1,27%, nesta ordem.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo tombo de mais de 10% do petróleo no mercado internacional – fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – após o Irã liberar o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

O mercado também esteve com as atenções voltadas ao início do plantio da safra 2026/27 no Corn Belt, que chegou a 5% da área projetada no último domingo (12). Segundo o USDA, essa semana tem sido marcada por excessivas chuvas, que estão impedindo um progresso mais acelerado dos trabalhos, mas, ao mesmo tempo, ajudando com a recuperação da umidade do solo.

O Departamento divulgou na véspera o Drought Monitor, indicando que as lavouras em áreas que experienciam seca caíram de 29% para 26% – na mesma época da temporada passada, 30% das lavouras se encontravam sob essas condições. Em 12 de abril, a umidade superficial do solo foi classificada como 47% acima do normal em Michigan e 42% em Wisconsin.

No campo da demanda internacional, tanto as inspeções de embarques quanto os registros de vendas para exportação divulgados anteriormente nesta semana pelo USDA vieram dentro das expectativas dos analistas.

Na América do Sul, a perspectiva segue de oferta elevada. Na Argentina, as duas principais entidades agrícolas aumentaram recentemente suas projeções para a safra 2025/26 do país: a Bolsa de Comércio de Rosário projeta agora uma colheita de 67 milhões de toneladas (+5 mi de t ante a leitura anterior) e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima 61 mi de t (+4 mi de t).

No Brasil, os relatos indicam bom desenvolvimento da safra de inverno, que representa mais de 80% da produção nacional. A colheita da safrinha deve ter início nas próximas semanas, com Mato Grosso puxando os trabalhos. Somando com a safra de verão, a DATAGRO Grãos projeta a produção recorde de 144 mi de t de milho na temporada 2025/26, volume 1% superior ao colhido no ciclo passado.